Arquivo da categoria: Ficção

Zé do Caixão

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  • Roteiro: André Barcinski, Ricardo Grynszpan, Vítor Mafra
  • Elenco: Matheus Nachtergaele, Maria Helena Chira, Bruno Autran, Anamaria Barreto, Walter Breda, Felipe Solari
  • Período de exibição: 13/11/2015 a 18/12/2015
  • Horário: 22h30
  • Nº de episódios: 6

Zé do Caixão foi uma produção do canal pago Space que retratou a vida do cineasta José Mojica Marins, mais conhecido por criar e interpretar o personagem Zé do Caixão. A série acompanha, sem compromisso documental, alguns anos da vida de Mojica e a produção de alguns de seus filmes, bem como a criação do icônico personagem. O elenco é composto por Matheus Nachtergaele (Mojica/Zé do Caixão), Maria Helena Chira (Dirce), Bruno Autran (Chico), Anamaria Barreto (Dona Carmen) entre outros.

A trama segue o formato episódico, ou seja, a maioria dos arcos narrativos tem início e fim no mesmo episódio. Cada capítulo mostra a produção de um filme de Mojica e, entre cada um, às vezes se passam anos. Tal escolha de formato permite, portanto, que o telespectador entenda a maior parte da trama sem precisar acompanhar todos os episódios.

No Plano da Expressão iremos destacar os seguintes indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição. A história tem início em São Paulo na década de 60 e tanto a ambientação quanto o figurino são montados de acordo com a época. Nesse sentido, o indicador não só interfere no desdobramento da trama como também contribuiu para a imersão do público.

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Um fator importante é a caracterização do personagem Zé do Caixão (Matheus Nachtergaele), que segue fielmente a estética do personagem original, interpretado pelo próprio Mojica. Isso se faz importante não apenas para a verossimilhança e aproximação com a história real, mas para o envolvimento do público com a trama.

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A trilha sonora é predominantemente instrumental e composta, principalmente, por músicas de suspense e terror, que ambientam os filmes rodados por Mojica (Matheus Nachtergaele) como Zé do Caixão. Entretanto, outros momentos fazem uso da trilha sonora para dar o tom da cena, como aqueles divididos por Mojica (Matheus Nachtergaele) e Dirce (Maria Helena Chira), nos quais, por vezes, há músicas românticas.

A fotografia, por sua vez, é composta, na maioria das vezes, por muitas sombras, contrastes e cores escuras, o que se adequa à figura do Zé do Caixão. Além disso, quando há cenas dos filmes que estão sendo rodados nos episódios, a imagem fica em preto e branco para simular o aspecto do filme real.

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Já a edição segue o padrão linear e não apresenta alterações cronológicas, deixando a narrativa clara ao telespectador, que não se confunde nas temporalidades exploradas na trama.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling. Em relação à intertextualidade, a trama faz referência a lugares e pessoas reais, como São Paulo e Glauber Rocha, que tem a famosa frase “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” citada em um dos episódios da série. Isso contribui na ambientação da produção e na verossimilhança da trama, uma vez que traz elementos da realidade a uma série que trata de um personagem que realmente existiu – o cineasta Mojica(Matheus Nachtergaele).

Em relação à escassez de setas chamativas, foram observados alguns elementos que facilitam a compreensão do telespectador a cerca do que está ocorrendo na trama. Um exemplo ocorre no primeiro episódio, onde balas de festim são trocadas por balas reais pela mulher do delegado durante a produção do filme “A sina do aventureiro”, o que acaba ferindo a atriz principal. Antes de isso ocorrer, o público já pode imaginar o que acontecerá, já que a câmera foca, mais de uma vez, nas balas de festim ao lado das balas reais.

Em relação aos efeitos especiais narrativos, a série apresenta pequenos clímax e reviravoltas em todos os episódios, mas em nenhum momento o espectador é levado a reconsiderar tudo o que viu até então. O estilo narrativo do programa também se mantém constante ao longo dos episódios.

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Quanto aos recursos de storytelling, há, ao longo da série, algumas sequências fantasiosas, as quais são, em sua maioria, sonhos do protagonista. Isso se mostra claro, uma vez que tais sequências são em preto e branco e pode-se ver o personagem abrindo os olhos ao final dessas sequências, deixando evidente, portanto, que se tratam de sonhos. Dessa forma, pode-se perceber, também, a presença de setas chamativas.

Por Júlia Garcia

Treme, Treme

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  • Direção: Pedro Antonio Paes
  • Roteirista: Letícia Dornelles
  • Elenco: Gustavo Mendes, Fernando Caruso, Márcia Cabrita, Lindsay Paulino e Caike Luna
  • Período de exibição: 01/11/2015 a 26/05/2016
  • Duração: 25 minutos
  • Nº de episódios: 50

Exibido pelo canal pago Multishow, o sitcom Treme, Treme é protagonizada por Gustavo Mendes e Fernando Caruso. Na trama os humoristas interpretam o zelador Belmiro e o porteiro Gilmar, respectivamente. Ao longo dos episódios da série os funcionários têm que lidar com os encontros inusitados e o cotidiano dos moradores na portaria de um prédio residencial e comercial Treme Treme, em São Paulo.

Além do elenco fixo composto por Márcia Cabrita, Lindsay Paulino e Caike Luna, as esquetes contam com a participação dos competidores do Prêmio Multishow de Humor e de comediantes veteranos. A cada episódio os humoristas vão se revezando em diferentes papeis.

Fernando Caruso interpreta o porteiro Gilmar. O personagem é dedicado, está sempre atento a tudo, porém possui um lado ranzinza, que o torna antipático. Já o zelador Belmiro (Gustavo Mendes), assume a portaria quando Gilmar (Fernando Caruso) precisa se ausentar. O personagem é enrolado, muito desatento e adora aumentar o que ouve.

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Além dos protagonistas, a atração conta com mais de 30 personagens. Entre os tipos estão o faxineiro Gagoberto (Caíke Luna), o torcedor fanático Faisão (Felipe Ruggeri), o estranho garotinho Jaquisom David (Rafael Mazzi), o funkeiro Gigante Ostentação (Gigante Léo) e a dupla sertaneja Três Marias (Larissa Câmara e Bia Guedes). Entre as participações especiais estão nomes como Ary Toledo, Ceará, Dani Valente, Gorete Milagres, Marcelo Marrom, Nany People, Paulinho Serra, Pedro Bismarck, Samantha Schmütz, Sergio Mallandro e Tirullipa.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

As esquetes da série Treme Treme são ambientadas no prédio residencial e comercial que leva o nome do programa. Entretanto, o único ambiente explorado é a portaria do edifício.

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A cada episódio do telespectador acompanha a entrada e a saída dos moradores e funcionários do Treme Treme. Além da limitação do cenário, que retratada, em todos os 50 episódios o mesmo espaço, a ambientação da trama não apresenta verossimilhança. Os objetos cênicos se distanciam dos que integram, normalmente, um prédio residencial e comercial.

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Outro ponto que chama a atenção na ambientação da série é que apesar da portaria do edifício ser o principal cenário onde que desdobram todos os arcos narrativos da história, em momento algum o indicador contribui efetivamente para a atração. Isto é, a ambientação só serve como pano de fundo para as esquetes e não interfere do desenvolvimento do sitcom.

Por se tratar de uma série episódica a caracterização dos personagens de Treme Treme tem a função de passar uma mensagem instantânea para o telespectador. Em outras palavras, os personagens são construídos a partir de arquétipos nesse sentido as roupas e o gestual são facilmente compreendidos pelo público.

Alguns personagens vestem, praticamente, a mesma roupa durante vários episódios, como, por exemplo, a síndica (Márcia Cabrita). Muito rigorosa com as regras do edifício, um pouco louca e com um prazer imenso em mandar, a personagem está usando o mesmo figurino ao longo das temporadas, independente da situação.

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A trilha sonora de Treme Treme é composta por efeitos sonoros pontuais que marcam a transição das esquetes. Desta forma, os episódios não apresentam músicas e/ou faixas instrumentais.

A fotografia é norteada pelo estilo naturalista, a variação de iluminação e uso de filtros não esteve presente na análise das temporadas. Todos os episódios possuem o mesma tonalidade e o mesmo contraste.

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Por ser gravada em um teatro no Rio de Janeiro, a edição de Treme Treme é linear. As esquetes não exploram múltiplas temporalidades e se passam apenas no presente.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

Por ser composta por várias esquetes e personagens a série apresenta várias intertextualidades, as referências externas ao universo ficcional da trama abrangem desde figuras conhecidos do cenário humorístico nacional como, Juninho Play, interpretado por Samantha Schmutz, até citações a Caio Ribeiro, Casagrande, Galvão Bueno, entre outras personalidades do âmbito televisivo.

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Apesar de não serem fundamentais para a compreensão das esquetes, ao reconhecer as intertextualidades os telespectadores têm uma experiência mais rica da trama, passando por várias camadas interpretativas.

O indicador escassez de setas chamativas não foi observado em Treme Treme. Nesse sentido, vários elementos da trama apresentam cartazes narrativos dispostos convenientemente para ajudar o público a entender o que está acontecendo. Desde a abertura da atração até os diálogos encenados pelo elenco não exigem esforço analítico dos telespectadores, os desdobramentos narrativos são didaticamente pontuados.

Por fim, os indicadores efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling também não foram identificados nas temporadas de Treme Treme. Os arcos narrativos não estimulam o telespectador a reconsiderar o paratexto e as histórias exploram a mesma temporalidade, estética e narratológica.

Por Daiana Sigiliano

Trair e coçar é só começar

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  • Escrita por: Marcos Caruso e Gisele JorasElenco: Cacau Protásio, Márcia Cabrita, Daniele Valente, Bento Ribeiro, Gorete Milagres, Marcelo Flores, Vinicius Marins, Cássio Scapin e Pedroca Monteiro.
  • Duração: 45 minutos
  • Período de exibição: 24/11/2014 a 31/08/2015
  • Nº de episódios: 26

Escrita por Marcos Caruso e Gisele Joras, a série Trair e coçar é só começar é protagonizada pela empregada doméstica Olímpia (Cacau Protásio). A personagem passa por conflitos relacionados à separação do seus dois patrões, Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin). A partir de então Olímpia (Cacau Protásio) passa a se dividir entre os dois e decidida a unir o casal novamente apronta várias confusões com ajuda de Lígia (Dani Valente), Cristiano (Marcelo Flores), Zilda (Gorete Milagres) e Joel (Vinícius Marins).

O elenco conta com nomes como Cacau Protásio, Márcia Cabrita, Daniele Valente, Bento Ribeiro, Gorete Milagres, Marcelo Flores, Vinicius Marins, Cássio Scapin e Pedroca Monteiro. Os arcos narrativos giram em torno das tentativas de Olímpia (Cacau Protásio) de reatar o casamento de seus patrões Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin). Por ser norteado pela estrutura episódica, cada episódio apresenta um arco narrativo isolado, sempre se iniciando com um equilíbrio, passando por conflito e culminando no equilíbrio novamente, no desfecho.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

A série Trair e coçar é só começar é gravada em um teatro, sendo assim seu cenário é fixo e, neste caso, não apresenta nenhuma mudança durante a narrativa. Outro aspecto importante na análise do indicador é a composição do ambiente. A trama do canal pago Multishow apresenta um cenário com dois andares, o andar de baixo representa a casa de Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin) e o andar de cima é a cobertura, também de posse do casal. No episódio Separação a visualização simultânea dos dois ambientes por parte do telespectador era necessária para a compreensão da narrativa, uma vez que parte do humor e desenvolvimento da trama envolviam conflitos que aconteciam nos dois ambientes no mesmo momento.

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Considerando a personalidade plana dos personagens, ou seja, baseada em arquétipos, a caracterização é responsável por fazer o telespectador entender rapidamente o papel desempenhado por cada um na narrativa. Assim, Inês (Márcia Cabrita) compondo uma mulher rica e bem-sucedida veste peças de tecidos leves, calças de alfaiataria e sapato de salto e seu marido Eduardo (Cássio Scapin), um médico de sucesso, está sempre de roupa social.

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A série não apresenta trilha sonora ao longo dos episódios. Há apenas a presença de efeitos sonoros ressaltando encerramento de cada episódio. A fotografia de Trair e coçar é só começar é pautada pela iluminação característica de teatro onde a atração é gravada. Apesar disso, o indicador não influência no desdobramento dos arcos narrativos.

Por ser também uma peça de teatro, a edição da série se apresenta de forma linear, ou seja, não utiliza de outra cronologia além do presente.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

Trair e coçar é só começar não apresenta nenhum tipo de intertextualidade no seu enredo, ou seja, não traz nenhuma referência externa ao universo ficcional da série.

A atração apresenta setas chamativas, em forma de repetição de acontecimentos. Por exemplo, no episódio Casamento de Neco, o personagem Túlio (Pedro Monteiro) reforça em forma de diálogo com Cristiano (Marcelo Flores) que acontecerá um casamento e outras informações que já foram apresentadas ao telespectador anteriormente. Desta forma, o indicador não foi observado no programa. Nesse sentido, o indicador escassez de setas chamativas não foi identificado.

Compondo a estrutura episódica, as reviravoltas são presentes em cada episódio e são solucionadas no mesmo episódio, fechando o arco narrativo. Apesar de ser esperado pelo telespectador, o clímax não deixa de cumprir seu papel de representar uma quebra na narrativa. As reviravoltas são importantes para a trama, porém não tão significativas a ponto de fazer o telespectador reconsiderar toda a história até então, aspecto central dos efeitos especiais narrativos.

Por último, os recursos de storytelling não são explorados em Trair e coçar é só começar. A série não apresenta flashbacks, sequências fantasiosas ou múltiplas perspectivas.

 Por Mariana Meyer

TOCs de Dalila

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  • Direção: Daniela Braga
  • Elenco: Heloísa Pérrissé, Thelmo Fagundes, Bruno Jablonski, Analu Prestes, Maria Clara Gueiros, Alice Borge, Paulo Betti, Luisa Pérrissé, Mouhamed Harfouch, Lorena Comparato
  • Período de exibição: 12/09/2016 – 25/11/2017
  • Horário: 22h30
  • Nº de episódios: 25

TOCs de Dalila é uma série ficcional exibida pelo canal pago Multishow e co-produzida pela Rede Globo e A Fábrica. Criada e estrelada por Heloísa Périssé, em parceria com Denise Crispun e João Brandão, a série, composta por duas temporadas, gira em torno de Dalila (Heloísa Périssé), uma psicóloga que se afastou da carreira para se dedicar à família.

Sua família, então, é formada pelo marido Pedro Henrique (Thelmo Fernandes), vendedor de seguros dedicado ao trabalho e pelo filho Tuka (Bruno Jablonski), adolescente superprotegido viciado em internet e jogos eletrônicos. Na casa também vive Dona Clara (Analu Prestes), sua sogra, recém-viúva de características conservadoras e dissimuladas. Cansada da rotina que se tornou seu casamento e da falta de tempo do marido, Dalila se tornou neurótica por limpeza e organização. Tentando ajudar a amiga, Olga (Maria Clara Gueiros) a incentiva a buscar uma forma de voltar ao mercado de trabalho. Neste meio tempo, o filho Tuka posta um vídeo na internet que transforma Dalila em uma celebridade virtual.

A obsessão de Dalila por limpeza acaba rendendo frutos quando ela passa a ser contratada para organizar ou dar dicas de organização para as pessoas, a quem também ajuda com seus problemas emocionais. Quando o marido perde o emprego, o trabalho de Dalila passa a ser o sustento da família e isto acaba trazendo problemas para sua relação com Pedro Henrique, que começa a ter problemas de autoestima.

A série, de formato episódico, gerou um vlog real da personagem Dalila no canal Humor Multishow do YouTube com dicas de organização e conselhos sentimentais. Os vídeos simulam uma gravação e edição caseiras realizadas por uma mulher que ainda não está íntima no manuseio de equipamentos eletrônicos. Durante a exibição da primeira temporada na televisão fechada, foram liberados cinco vídeos com temas como “Como organizar uma gaveta”, Bolsa de mulher” e “Dicas de limpeza”.

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Nesta análise, temos como base a primeira temporada da trama, exibida em 2016 e analisamos no Plano da Expressão os seguintes indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição. A ambientação de TOCs de Dalila é a cidade do Rio de Janeiro e seus bairros habitados em sua maior parte por pessoas com renda média. O apartamento da família é o cenário principal, sendo mobiliado com móveis e objetos antigos. O imóvel, contudo, se torna insuficiente com a chegada de Dona Clara, que é obrigada a dormir na sala, provocando irritação em Dalila.

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A academia e a praça próxima ao condomínio com o trailer de sanduíches e cachorro-quente “Saldanha” também são pontos de encontro dos personagens. Desta forma, a ambientação escolhida, aliada à caracterização dos personagens, contribui para a fácil identificação da situação financeira da família com a classe média brasileira.

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Quanto à caracterização dos personagens, destacamos a construção do figurino das personagens baseados em arquétipos. Nesse sentido, o indicador dialoga diretamente com o formato episódico da série. Dalila usa roupas em tons sóbrios como saias longas cinzas e marrons, blusas brancas e pretas e cardigãs bordô, além de jóias e maquiagem discretas, reforçando o estereótipo de mãe. Em contraponto, temos a amiga Olga, solteira e usuária de aplicativos de paquera, que usa decotes, brincos grandes, calças coladas e roupas de academia transparentes.

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Outros personagens também são pautados por arquétipos como, por exemplo, Tuka, o filho viciado em computadores, que usa óculos e tem corpo franzino e Pedro Henrique, o marido, workaholic que não fica sem roupas sociais um único momento.

A trilha sonora de TOCs de Dalila consiste em instrumentais de acompanhamento de sequências cômicas ou de suspense e transição de cenas, com o único intuito de sinalizar estas ocasiões.

Como outras produções do canal Multishow, conta com uma fotografia naturalista, não influenciando assim na compreensão e no desdobramentos dos arcos narrativos da série. A edição dos episódios analisados é linear, seguindo apenas uma temporalidade.

No Plano do Conteúdo destacamos os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

O primeiro indicador, intertextualidade, não foi constatado nos episódios analisados de TOCs de Dalila. A escassez de setas chamativas também não é contemplada na série. A partir do corpus de análise identificamos cartazes chamativos na abertura, onde são simbolizados em forma de animação os transtornos por organização e limpeza de Dalila e o sucesso da personagem na web. Dentro da série, diálogos também diminuem o esforço analítico do telespectador na compreensão da narrativa. Por exemplo, após Dalila desconfiar que Paulo Henrique a trai, ocorre um diálogo entre a protagonista e sua amiga Olga, em que ela relata a preferência da sogra pela ex-namorada do marido, a descoberta de um celular desconhecido nas roupas dele e as ligações confidenciais recebidas pelo marido enquanto tomava banho. Sendo assim, ao confidenciar seus problemas conjugais com a amiga, a personagem faz uma espécie de resumo para o telespectador do desenrolar de sua história.

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Por seguir uma linearidade, o clímax e reviravoltas das micronarrativas da série são já esperados pelo telespectador, o que acontece também com o arco narrativo que permeia toda a temporada. Também não identificamos nos episódios analisados o uso de flashbacks, flashforwards ou sequências fantasiosas. Desta forma, os indicadores de efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling não foram constatados na produção.

Por Léo Lima

Segredos Médicos

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  • Período de exibição: 07/04/2014 – 31/07/2015
  • Horário: 23h30
  • Nº de episódios: 40

Segredos Médicos foi uma série exibida pelo canal Multishow entre abril de 2014 e julho de 2015. O programa mostra histórias fictícias baseadas em casos reais para simular o ambiente de um hospital e as relações entre médicos e pacientes. A série se assemelha a outras produções com a temática, como Pronto-Socorro: Histórias de Emergência.

Cada episódio acompanha o dia-a-dia de um hospital, com cerca de três casos de pacientes, os quais possuem uma história dramática como pano de fundo. Um exemplo é o caso, no primeiro episódio, do adolescente alcoólatra, que chega ao hospital com queixas de dores no braço. Ao longo da consulta o médico suspeita que o menino seja vítima de agressões, mas acaba descobrindo, no decorrer do episódio, que o adolescente, na verdade, é alcoólatra. O estilo falso-documentário do programa, que acompanha o dia-a-dia, corrobora o formato episódico da série, pois, como em cada episódio há casos diferentes e desconectados, o público não precisa acompanhar toda a trama para entender a narrativa.

No Plano da Expressão iremos destacar os seguintes indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição. Em relação à ambientação, os episódios se passam dentro de um hospital, o qual é representado de modo verossimilhante, assim como a caracterização dos personagens. O figurino muda de acordo com a personalidade, ocupação e classe-social de cada paciente, além de os médicos sempre se vestirem com jalecos brancos.

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Já em relação à trilha sonora, há músicas instrumentais em alguns momentos mais tensos dos episódios, assim como ocorre em realities médicos. Quando o caso de algum paciente se encerra, há também músicas não-instrumentais que corroboram o clima da cena, como no episódio em que a paciente tem um transplante de rim bem-sucedido.

A fotografia segue um padrão naturalista, o que condiz com o formato de falso-documentário da série. Os indicadores do Plano da Expressão são construídos de modo a enfatizar a proposta de falso-reality e fazer com que o espectador se confunda sobre os casos, achando que eles são, de fato, reais, e não apenas ficção.

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Já a edição segue o padrão dos programas de documentários médicos, não possuindo grandes alterações cronológicas. Os casos dos pacientes são intercalados e, ao final dos episódios, todos se encerram. Há também a inserção de artes identificando os médicos e pacientes, como nos documentários.

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No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling. Em relação à intertextualidade, há menções a lugares reais, como, por exemplo, Belo-Horizonte e Vale do Jequitinhonha, que servem como pano de fundo para um caso de doença de chagas no décimo episódio da primeira temporada. Tais referências aproximam o programa do telespectador e conferem verossimilhança aos casos médicos.

Quanto à escassez de setas chamativas, o seriado apresentou algumas setas chamativas, que explicavam melhor ao espectador termos e situações médicas. Essas explicações aconteciam ao longo dos episódios, nos quais os próprios médicos explicavam à câmera certas situações que apareciam durante os casos. Desse modo, o público não tem dificuldades para compreender e acompanhar a produção.

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Os efeitos especiais narrativos podem ser observados nos clímax e reviravoltas que ocorrem durante os casos dos pacientes, geralmente relacionados às situações dramáticas que os envolvem como pano de fundo. Entretanto, em nenhum momento o espectador é levado a reconsiderar tudo o que foi visto até então. O formato narrativo do programa também não se altera ao longo das temporadas.

Já os recursos de storytelling, como analepses, sequências fantasiosas ou flashbacks, não foram observados durante as emissões analisadas do seriado, o qual não obteve, portanto, nenhum destaque no indicador.

Por Júlia Garcia

Procurando Casseta & Planeta

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  • Elenco: Beto Silva, Cláudio Manoel, Hélio de la Peña, Hubert Aranha, Marcelo Madureira, Reinaldo Figueiredo.
  • Período de exibição: 17/10/2016 a 14/11/2016
  • Duração: 25 minutos
  • Nº de episódios: 20

Exibido pelo canal pago Multishow, Procurando Casseta & Planeta marca o retorno dos humoristas Beto Silva, Cláudio Manoel, Hélio de laPeña, Hubert Aranha, Marcelo Madureira e Reinaldo Figueiredo após um longo período longe da televisão. Ao longo dos 20 episódios, com cerca de 25 minutos de duração, a série mistura esquetes de personagens populares da franquia como Maçaranduba e Seu Creysson, depoimentos de populares nas rua do Rio de Janeiro e um mockumentary.

Com a premissa de reunir os integrantes do famoso programa dos anos 1990 para a gravação de um documentário Cláudio Manoel sai em busca dos seus ex-parceiros. Porém, os humoristas já estão envolvidos com outros projetos e, principalmente, enfrentando dificuldades para retomar a carreira de sucesso.

Mesclando o mockumentary com as referências aos programas que foram ao ar na Rede Globo entre 1992 a 2010, Procurando Casseta & Planeta tenta reaproximar o telespectador o universo do humorístico. Seguindo o formato do ‘Povo Fala’ a atração do Multishow entrevista populares nas ruas ironizando o fim do Casseta & Planeta Urgente! e o seu enfraquecimento perante os programas concorrentes.

Além dos humoristas, Procurando Casseta & Planeta ainda conta com as participações de Arlindo Cruz, Kid Bengala, Danilo Gentili e Eduardo Sterblitch.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

Por mesclar vários formatos, a série Procurando Casseta & Planeta explora distintas ambientações abrangendo tanto locações externas quanto cenários recorrentes. Como, por exemplo, no episódio Cadê Os Caras?, exibido em 17 de outubro de 2016, podemos observar sequências gravadas no centro da cidade do Rio de Janeiro e em um estúdio.

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Os cenários tentam reproduzir o ambiente de trabalho dos humoristas e trazem elementos que dialogam com o programa Casseta & Planeta Urgente! No escritório de Hubert Aranha, por exemplo, podemos ressaltar a camisa do Tabajara Futebol Clube, a faixa de ex-presidente de Fernando Henrique Cardoso, que era satirizado pelo humorista, e a taça da copa do mundo, fazendo alusão ao longa metragem Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa (2003). Nesse contexto, a ambientação contribui mais para o formato adotado pelo atração do Multishow que para os desdobramentos dos plots e sub plots.

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No indicador caracterização dos personagens podemos ressaltar tanto os figurinos usados pelos humoristas em suas imitações quanto nas sequências do mockumentary. Isto é, a caracterização é norteada por duas vertentes, a que mostra as esquetes dos atores como, por exemplo, no episodio Cadê Os Caras?, em que Beto Silva faz uma sátira de uma cantora baiana, e quando falso documentário que acompanha o dia a dia dos humoristas.

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A trilha sonora de Procurando Casseta & Planeta é composta por musicas criadas especificamente para o programa como, por exemplo, ‘Cadê Os Caras?’. A canção, interpretada por Beto Silva, Cláudio Manoel, Hélio de la Peña, Hubert Aranha, Marcelo Madureira, Reinaldo Figueiredo faz alusão a temática da atração ironizado o fim do programa na TV aberta. A trilha também apresenta musicas de populares de outros cantores, executadas em momentos pontuais da atração, principalmente na passagem de uma cena para a outra.

A fotografia da série do canal pago Multishow segue o estilo naturalista e não interfere no desdobramento dos arcos narrativos. Apesar de a iluminação variar em algumas cenas como, por exemplo, nas sequências gravadas na casa noturna, o indicador não contribui para o universo do humorístico.

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Por fim, a trama segue uma edição não linear. Por mesclar diferentes formatos, um mesmo episódio temos a cenas dos programas antigos, depoimentos de populares nas ruas e mockumentary. Porém, como iremos discutir mais adiante esses múltiplos formatos são delimitados por setas chamativas, ajudando na compreensão do público.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

Por se tratar de uma série de humor e que aborda as questões do cotidiano e o fracasso dos humoristas, os diálogos de Procurando Casseta & Planeta são permeados por referências externas ao universo ficcional. Como, por exemplo, no episódio Cadê Os Caras? em que Kid Bengala cita o canal de humor no You Tube Porta dos Fundos. Nesse sentido, apesar de não serem fundamentais para a compreensão do público as intertextualidades ampliam a experiência televisiva do telespectador.

O indicador escassez de setas chamativas não foi observado na primeira temporada da série. As cenas dos 20 episódios apresentam cartazes narrativos dispostos convenientemente para ajudar o público a entender o que está acontecendo. Esse recurso pode ser observado na forma como a separação dos humoristas é abordada em Procurando Casseta & Planeta, constantemente os diálogos retomavam que o programa exibido na Rede Globo tinha sido cancelado. As setas chamativas também estão presentes na abertura da atração, através da letra da musica e das inserções gráficas a sequência mostra o grupo no auge do sucesso e depois vivenciando as quedas de audiência.

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Apesar ter clímax e reviravoltas, a série do canal pago Multishow não apresenta o indicador efeitos especiais narrativos. Os recursos são usados de maneira conveniente na trama e não estimula o telespectador a reconsiderar tudo o que assistiu até então.

O último indicador do Plano do Conteúdo está presente, principalmente, nas cenas que lembram os personagens populares da franquia.

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Os flashbacks são marcados por setas chamativas que evidenciam ao público que a sequência é uma analepse. Conforme pode ser observado nas capturas de tela acima, a cena apresenta um filtro que escurece a iluminação. Nesse sentido, da adoção do  flashbacks o programa ressalta para o público todas as suas mudanças cronológicas.

Por Daiana Sigiliano

Os Suburbanos

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  • Direção: Luciano Sabino
  • Elenco: Rodrigo Sant’Anna, Babu Santana, Mariah da Penha, Carla Cristina Cardoso, Nando Cunha, Isabelle Marques, Érika Januza, Tadeu Mello, Rafael Zulu, Zezeh Barbosa, Solange Couto.
  • Período de exibição: 06/07/2015 a 02/08/2017
  • Duração: 45 minutos
  • Nº de episódios: 70

Dirigida por Luciano Sabino, a série Os Suburbanos é protagonizada por Jeferson (Rodrigo Sant’anna), um homem humilde que mora no bairro de Madureira na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. A partir de um sonho, o personagem decide escrever a música “Xavasca Guerreira” que depois se transforma em um clipe, gravado com a ajuda de seu primo Welinto (Babu Santana) e de alguns amigos. Inesperadamente, o vídeo se torna um sucesso na internet e traz fama para Jeferson (Rodrigo Sant’anna) que passa a ser conhecido como Jefinho do Pagode. A partir de então, o protagonista que antes possuía uma vida humilde trabalhando como motorista de kombi, agora precisa lidar com a fama e a riqueza.

O elenco conta com nomes como Rodrigo Sant’Anna, Babu Santana, Mariah da Penha, Carla Cristina Cardoso, Nando Cunha, Isabelle Marques, Érika Januza, Tadeu Mello, Rafael Zulu, Zezeh Barbosa e Solange Couto.

Os arcos narrativos da trama giram em torno do novo estilo de vida de Jeferson (Rodrigo Sant’Anna) após conquistar a fama com a grande repercussão de seu clipe. Seguindo a estrutura episódica, a série apresenta em arcos isolados em cada episódio, sendo assim cada um se inicia com um equilíbrio e logo após é inserida uma situação nova ou conflito, culminando no desfecho ao final.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

A trama se passa no bairro de Madureira no Rio de Janeiro, nesse contexto o lugar conte se passam os plots e sub plots é fundamental já que as narrativas giram em torno de questões relacionadas ao estilo de vida no subúrbio. Desta forma, a ambientação é responsável por situar o telespectador na história e aliado aos estereótipos dos personagens proporciona uma rápida imersão e compreensão do tema de Os Suburbanos.

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O figurino dos personagens é norteado por muitas cores e mix de estampas. Apesar de reforçar as características centrais dos personagens, é importante destacar que a caracterização se modifica ao longo da série. Como, por exemplo, quando Jefinho (Rodrigo Sant’Anna) está em busca da fama, e ainda trabalha como motorista de Kombi seu figurino é simples. Já quando o personagem alcança o sucesso e a riqueza, mantém o uso do mesmo estilo de se vestir, porém com tecidos mais refinados e acessórios mais extravagantes como óculos de sol espelhados, correntes e relógios. Entre os personagens masculinos, o cabelo é marcado pelo estilo descolorido ou com desenhos feitos por cortes de máquina estilizados. Já as personagens femininas usam figurinos curtos, roupas sensuais e justas,com estampas coloridas e salto alto, sempre pautados pelos arquétipos. A caracterização em Os Suburbanos ajuda na identificação do personagem, uma vez que pelo figurino é possível compreender as características e personalidades de cada um.

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A trilha sonora de Os Suburbanos conta principalmente com canções de gêneros como pagode e funk. Como, por exemplo, Caraca, Muleke! do Thiaguinho, Te ensinei certin de Ludmilla, Meu lugar de Arlindo Cruz, entre outras. As músicas eram utilizadas, na maioria das vezes, em momentos de passagem em que há a transição de um lugar para outro dentro da trama. A composição da trilha sonora dialoga com a temática da série, uma vez que traz gêneros musicais muito populares nos subúrbios, lugar em que se passa a trama.

Apesar da série apresentar cores nos figurinos e cenários, a fotografia se mostra de forma naturalista e não é muito explorada na série. Portanto,o indicador não interfere e/ou reflete no desdobramento dos episódios da atração.

A edição em Os Suburbanos se faz presente de forma linear. Cada episódio segue uma única cronologia e não há o uso de recursos como flashbacks.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

A intertextualidade se faz presente em muitos momentos de Os Suburbanos. A trama apresenta diversas referências externas ao universo ficcional e é usado, na maioria das vezes, para ironizar e satirizar alguma situação. Como, por exemplo, no episódio A lança de Jefinho o personagem Jeferson (Rodrigo Sant’Anna) é satirizado, quando Welinto (Babu Santana) diz que sua caracterização está parecendo uma mistura dos cantores Tim Maia e Belo. Nesse mesmo episódio, Jefinho (Rodrigo Sant’Anna) sugere que seja feita uma cena em seu clipe musical inspirada na garota do fantástico na abertura do programa.

A série utiliza de setas chamativas em alguns momentos. No episódio E fez-se a Luz, a gravidez de Bárbara (Isabelle Marques) é repetida várias vezes, de forma a reforçar esse acontecimento. Além disso, o questionamento sobre a paternidade da criança é apresentado de várias formas neste episódio. Desta forma, o indicador não foi observado no programa.

Já os efeitos especiais narrativos foram usados no desenvolvimento dos arcos narrativos de Os Suburbanos. Como os episódios são norteados por microestruturas e arcos autônomos, o conflito se faz presente em todo eles e no mesmo episódio são solucionados, fechando o arco narrativo criado. Apesar de ser esperado pelo telespectador, o clímax não deixa de cumprir seu papel de representar uma quebra na narrativa. As reviravoltas são importantes para a trama, porém não tão significativas a ponto de fazer o telespectador reconsiderar toda a história até então.

Por fim, os recursos de storytelling não são explorados em Os Suburbanos. A série não apresenta flashbacks, sequências fantasiosas ou múltiplas perspectivas.

Por Mariana Meyer

De volta pra pista

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  • Direção: Pedro Amorim
  • Elenco: Daniele Valente, Cris Flores, Isabella Dionisio, Felipe Severo, Julia Oristanio, Lucas Salles, Raphael Ghanem e Antônio Fragoso
  • Período de exibição: 18/10/2013 – 18/12/2013
  • Horário: 22h30
  • Nº de episódios: 13

De volta pra pista é uma série exibida pelo canal por assinatura Multishow e co-produzida pela Migdal Filmes e RioFilme, com leis de incentivo ao audiovisual. Inspirada nos textos da cronista Tati Bernardi, a narrativa de treze episódios contou com direção de Pedro Amorim e Daniele Valente como a protagonista Silvia.

Mulher de 35 anos, recém-separada e mãe, Silvia dedicou anos de sua vida ao casamento e à vida familiar. Um ano após seu rompimento com Cabral (Antônio Fragoso), percebe que não é fácil “voltar pra pista”. Com a ajuda e insistência de sua assistente Lica (Isabella Dionisio), uma jovem de 20 anos baladeira e antenada com as atualidades, Silvia começa a frequentar as noites cariocas e a conhecer os mais variados tipos de homens. As furadas e os sucessos destes relacionamentos fugazes se tornam a tônica de cada episódio da história.

No Plano da Expressão desta análise iremos destacar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição. A ambientação de De volta pra pista é a cidade do Rio de Janeiro, principalmente sua face noturna. As filas de balada, as danceterias com suas luzes piscantes, os barzinhos lotados e repletos de burburinho e gritaria fazem contraponto com a espaçosa e silenciosa casa de Silvia onde ela se recolheu durante um ano de luto pelo término de seu relacionamento. Os cenários que Silvia percorre também dialogam com a personalidade dos homens com os quais se relaciona. Por exemplo, ao conhecer com um colega de faculdade de Lica, ela acaba indo para a casa dos pais dele, fazendo uma relação com os novos jovens que não deixam a casa dos pais. Já numa outra ocasião, ao se relacionar com um cliente da sua empresa, o cenário das conversas se passa num restaurante refinado, contrapondo a maturidade entre os dois rapazes.

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A caracterização dos personagens, por se tratar de uma narrativa episódica, se baseia em estereótipos para minimizar o esforço analítico do telespectador. A protagonista Silvia, dentro de casa e em seu home-office veste roupas sóbrias em tons pastéis e pouca maquiagem. Já nas noites cariocas, utiliza roupas de cores provocantes, decotes e acessórios. Lica, a assistente jovem, tem um look moderno com óculos grandes, roupas com logomarcas de banda, calças e saias. Os homens com os quais Silvia se relaciona também têm sua personalidade explicitada em estereótipos físicos, como o jovem “largado” de camisa de cores fortes, bermuda e chinelos.

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A trilha sonora da série é diversa, variando de episódio para episódio e se relaciona ao ambiente ou situação em que a cena acontece. Por exemplo, no episódio intitulado “Boteco”, Silvia ouve “Oh happy day” (Edwin Hawkins) em casa e, no quarto de Rafa (Luca Bensiman) toca “Candy shop” (50 Cent). Em outra ocasião, lembrando do ex-marido, Silvia coloca no som “Essa tal liberdade” (Só Pra Contrariar).

Já o indicador fotografia não tem interferência ou relaciona-se com as situações da narrativa. Segue o padrão naturalista utilizado também por outras séries do canal como Acerto de contas e A segunda vez.

A edição de De volta pra pista é linear e, apesar de haverem reflexões do antigo relacionamento de Silvia, não contou, nos episódios analisados, com estratégias de flashback. Quanto à abertura, é uma animação das fases da vida de Silvia, já os créditos da série contam com cenas de erros de gravação.

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No Plano do Conteúdo, analisamos os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

O indicador intertextualidade aparece em momentos pontuais de De volta pra pista. Como, por exemplo, temos as citações da boneca Barbie em referência a sua estética jovem e bela a brincadeira com o nome do pretendente “Alfredo”, o qual Lica relaciona com o garoto-propaganda de mesmo nome do comercial dos anos 90 do papel higiênico Neve.

Já o indicador escassez de setas chamativas não é contemplado pela narrativa. A abertura da série já faz a situação do telespectador na série numa animação de vinte segundos em desenho da personagem Silvia entre as fases de juventude, gravidez, casamento, separação, coração partido, depressão, volta por cima e amigos. Além disso, vários cartazes narrativos ajudam o telespectador a entender o que se passa na trama como, por exemplo, quanto a protagonista pede ajuda a Lica sobre um encontro ou pretendente, fazendo assim, uma recapitulação de tudo que aconteceu entre os dois até ali e possíveis passos futuros.

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Os dois últimos indicadores, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling, novamente não foram observados na trama. Apesar de cada episódio ter clímax e reviravoltas, a série apenas acompanha a perspectiva da protagonista, não buscando surpreender o telespectador de forma que ele seja obrigado a reconsiderar tudo o que foi visto.

Por Léo Lima

Chamado Central

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  • Roteiro: Daniel Nascimento e Adonis Comelato
  • Elenco: Rafinha Bastos, Evandro Rodrigues, Marco Zenni, Victor Bitow, Pablo Rodrigues, Cintia Portella
  • Período de exibição: 25/07/2016 – 12/05/2017
  • Horário: 23h30
  • Nº de episódios: 40

Chamado Central é uma série de comédia exibida, durante duas temporadas, pelo canal pago Multishow. O programa é uma sátira a reality shows policiais, como Polícia 24h, da rede Bandeirantes, e conta com nomes como Rafinha Bastos (Tenente Sérgio Marcos), Evandro Rodrigues (Cabo Saulo), Marco Zenni (Delegado Antunes), Victor Bitow (Perito Cezinha), Pablo Rodrigues (Policial Andrade) e Cintia Portella (Policial Machado).

A série acompanha o Tenente Sérgio Marcos (Rafinha Bastos) e o Cabo Saulo (Evandro Rodrigues) durante o expediente na polícia, no qual atendem chamados pela cidade de São Paulo. Tais chamados apresentam situações improváveis e cômicas, que não se assemelham àquelas atendidas realmente pela polícia. Como, por exemplo, a invasão dos dois personagens à casa de uma idosa no primeiro episódio da primeira temporada, intitulado “Sai Zica”. Eles procuram um suspeito que, na verdade, são mosquitos Aedes aegypti, transmissores de diversas doenças. O programa é filmado no estilo falso-documentário e apresenta as situações cômicas como se fossem sérias.

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O estilo falso-documentário de Chamado Central corrobora o formato episódico do programa, uma vez que cada episódio acompanha um dia diferente na vida dos policiais e são apresentadas situações diversas que não requerem conhecimento prévio do espectador a respeito da trama. Nesse sentido, os episódios seguem uma estrutura norteada por arcos narrativos unitários.

No Plano da Expressão iremos destacar os seguintes indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição. A série se passa na cidade de São Paulo e a maioria das cenas acontece na delegacia de polícia ou nas ruas da metrópole. Nesse contexto, os ambientes são verossímeis e totalmente condizentes com a proposta do programa, o que é essencial para o tipo de paródia que a série busca fazer. Nesta questão também é importante destacar a caracterização dos personagens, que também é condizente com o que a série propõe. Além do figurino, se destaca a linguagem utilizada pelos personagens, que imita expressões comumente usadas pela polícia, como “meliante”. Desta forma, os indicadores reforçam o universo ficcional proposto por Chamado Central.

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A trilha sonora é composta por músicas instrumentais que dão ritmo de tensão em certas cenas e imitam as trilhas utilizadas nos programas de reality policial. Além de reforçar a comparação com tais programas, a utilização desse tipo de música em situações risíveis enfatiza o tom cômico da série e reforça a paródia.

A fotografia segue um estilo naturalista, o que é condizente com a proposta de falso-reality do seriado. A verossimilhança alcançada através da fotografia, caracterização dos personagens e ambientação se contrapõe às situações inverossímeis nas quais os policiais se envolvem. Se, por um lado, a verossimilhança se faz importante para a aproximação do programa com os reality shows, por outro, a inverossimilhança das situações é o que gera a quebra de expectativa e o riso do telespectador.

A edição segue um padrão linear, que combina com o formato episódico de Chamado Central. Além disso, a edição insere diversas artes que imitam aquelas utilizadas nos programas policiais, como em Polícia 24h.

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No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling. Em relação à intertextualidade, além de fazer referências indiretas aos programas que parodia, Chamado Central se passa na cidade de São Paulo e as ocorrências acontecem, na série, em bairros reais da cidade. Isso reforça a paródia e aproxima o seriado tanto dos reality shows policiais quanto do público.

Em relação à escassez de setas chamativas, como a série acompanha o cotidiano dos policiais fictícios e parodia programas que acompanham a vida real, o seriado não apresenta uma narrativa que segue o formato tradicional, com surgimento de conflito, clímax, reviravolta e resolução. Desse modo, não há dificuldades para o telespectador acompanhar o seriado e não há a necessidade da utilização de setas chamativas, as quais não se encaixam no tipo de formato apresentado pelo programa.

Já quanto aos efeitos especiais narrativos, há apenas pequenos momentos de clímax e reviravolta durante os chamados atendidos pelos policiais, momentos esses utilizados para quebrar a expectativa e gerar humor, mas que não levam o público a reconsiderar o que viu até então. Também não há mudança no estilo narrativo do programa.

Por fim, a série não utilizou recursos de storytelling, como analepses ou sequências fantasiosas. Desse modo, não foi observada a presença do indicador dentro dos episódios analisados de Chamado Central.

Por Júlia Garcia

Aí eu vi vantagem

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Direção: Pedro Antonio Paes
Roteiro: Fil Braz
Elenco: Samantha Schmütz, Luciana Paes, Oscar Filho, Stepan Nercessian, Edmilson Filho , Fafy Siqueira ,Carmem Verônica  e Sheila Friedhofer
Período de exibição: 07/08/2015 – 11/09/2015
Horário: 22:30h
Nº de episódios: 16 episódios

Protagonizada por Samantha Schmütz, a série Aí eu vi vantagem, exibida no canal pago Multishow em 2015, é um spin off de Vai que cola (Multishow, 2013-presente). Na trama, roteirizada por Fil Braz, Jéssica (Samantha Schmütz) vai visitar a amiga Katarina (Luciana Paes) e sua familia, os Barroso de Barros, no centro do Rio de Janeiro. Lá a a promoter descobre que  Barroso de Barros são donos de um cabaré, porém o lugar está quase falindo. Em busca do sucesso e de realizar seu sonho de ser famosa Jéssica (Samantha Schmütz) decide ajudar Katarina (Luciana Paes) com o cabaré e a cada semana propõe novas atrações e eventos para o lugar.

Por ser uma série episódica, as tramas são unitárias e de fácil compreensão. Nesse sentido, mesmo sendo protagonizado por uma personagem que integra o universo ficcional de Vai que cola o spin off  apresenta várias setas chamativas que ajudam o telespectador no desdobramento dos arcos narrativos.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

Apesar da ambientação de eu vi vantagem ser fundamental para o desenvolvimento dos plots e sub plots, os elementos cênicos apresentam pouca verossimilhança com o contexto retratado. Isto é, na trama tanto a casa da família Barroso de Barros quanto o cabaré contribuem para as ações dos personagens, porém os cenários não se aproximam da realidade. Apesar de se tratar de uma série de comédia, que de certa forma permite que o cenário seja mais lúdico, os elementos (móveis, eletrodomésticos, papéis de parede, objetos de decoração, etc)  não reproduzem, em nenhum momento, uma casa do centro do cidade, mas um cenário fictício de um programa televisivo.

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O mesmo acontece no indicador caracterização dos personagens , os figurinos reforçam os arquétipos de cada personagem, facilitando o entendimento do telespectador, entretanto as roupas são caricatas. Como, por exemplo, o personagem Oswaldo (Stepan Nercessian), que é descrito na abertura da série como um botafoguense fanático e em todas as cenas dos episódios de eu vi vantagem usa uma camisa do Botafogo. Nesse sentido, a identidade e o perfil dos personagens é constante reforçada pelo figurino, porém de uma maneira didática e de distante da realidade.

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Os figurinos de Katarina (Luciana Paes), que é descrita como uma jovem tímida também refletem de modo caricato a sua personalidade. Um ponto que chama a atenção neste indicador é o sotaque dos personagens, apesar de se passar no centro do Rio de Janeiro e retratar uma família tradicional do lugar, somente Jéssica (Samantha Schmütz) adota a prosódia do estado. Os outros personagens têm sotaque paulista e mineiro, se distanciando do ‘s’ puxado dos fluminenses. Também não são adotadas, de modo geral, gírias e expressões mais usadas na região. O aspecto tira a verossimilhança de todo o universo ficcional, distanciando a trama da ambientação.

Apesar de ter um cabaré como ponto central dos acontecimentos narrativos, a trilha sonora de eu vi vantagem é composta, em sua maioria, por músicas instrumentais. Os efeitos sonoros são usados para contextualizar as situações da história como, por exemplo, as brigas entre os personagens, os momentos de suspense, etc. Em alguns episódios, principalmente nas sequências do cabaré, são usadas músicas populares dos anos 1980 e 1990, mas nada que contribuía diretamente para o desdobramento da trama.

A fotografia da trama do canal pago Multishow é naturalista. Nesse sentido, a iluminação das sequências não apresenta nenhuma variação e/ou influencia no desenvolvimento dos arcos narrativos da atração.

Por se tramar de uma série episódica os acontecimentos narrativos de eu vi vantagem seguem uma estrutura dividida em cinco atos: equilíbrio, interrupção, clímax, resolução de conflitos e retorno do equilíbrio. Desta forma, o programa apresenta uma edição linear, norteada por apenas uma temporalidade, seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

No indicador da intertextualidade, é importante ressaltar as constantes referências a artistas e grupos musicais da cultura pop. Em várias sequências a personagem Jéssica (Samantha Schmütz) faz alusão a cantoras como Lady Gaga, Rihanna, etc.Nesse sentido, apesar de não ser fundamental para a compreensão da trama as referências aprofundam o universo ficcional, enriquecendo a contextualização do programa.

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O indicador escassez de setas chamativas não foi observado em eu vi vantagem. A trama do Multishow é norteada por cartazes narrativos dispostos convenientemente para ajudar o público a entender o que está acontecendo. O recurso está presente não só nas cenas e diálogos dos personagens, mas na abertura da atração. Além do nome dos personagens serem acompanhados de definições que resumem sua personalidade, a sequências de abertura é narrada pela voz em off de Jéssica (Samantha Schmütz). A protagonista explica, didaticamente ao telespectador, não só o perfil dos integrantes da família Barroso de Barros, mas contextualiza os arcos narrativos centrais da história.

Obs

Os indicadores efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling também não foram observados na série episódica.Apesar de ter clímax e reviravoltas, em nenhum momento o telespectador é obrigado a reconsiderar tudo o que viu até então.

Por Daiana Sigiliano

* Todas as imagens da minissérie usadas nesta análise são capturas de tela.