Trair e coçar é só começar

TeC

  • Escrita por: Marcos Caruso e Gisele JorasElenco: Cacau Protásio, Márcia Cabrita, Daniele Valente, Bento Ribeiro, Gorete Milagres, Marcelo Flores, Vinicius Marins, Cássio Scapin e Pedroca Monteiro.
  • Duração: 45 minutos
  • Período de exibição: 24/11/2014 a 31/08/2015
  • Nº de episódios: 26

Escrita por Marcos Caruso e Gisele Joras, a série Trair e coçar é só começar é protagonizada pela empregada doméstica Olímpia (Cacau Protásio). A personagem passa por conflitos relacionados à separação do seus dois patrões, Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin). A partir de então Olímpia (Cacau Protásio) passa a se dividir entre os dois e decidida a unir o casal novamente apronta várias confusões com ajuda de Lígia (Dani Valente), Cristiano (Marcelo Flores), Zilda (Gorete Milagres) e Joel (Vinícius Marins).

O elenco conta com nomes como Cacau Protásio, Márcia Cabrita, Daniele Valente, Bento Ribeiro, Gorete Milagres, Marcelo Flores, Vinicius Marins, Cássio Scapin e Pedroca Monteiro. Os arcos narrativos giram em torno das tentativas de Olímpia (Cacau Protásio) de reatar o casamento de seus patrões Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin). Por ser norteado pela estrutura episódica, cada episódio apresenta um arco narrativo isolado, sempre se iniciando com um equilíbrio, passando por conflito e culminando no equilíbrio novamente, no desfecho.

No Plano da Expressão iremos analisar os indicadores: ambientação, caracterização dos personagens, trilha sonora, fotografia e edição.

A série Trair e coçar é só começar é gravada em um teatro, sendo assim seu cenário é fixo e, neste caso, não apresenta nenhuma mudança durante a narrativa. Outro aspecto importante na análise do indicador é a composição do ambiente. A trama do canal pago Multishow apresenta um cenário com dois andares, o andar de baixo representa a casa de Inês (Márcia Cabrita) e Eduardo (Cássio Scapin) e o andar de cima é a cobertura, também de posse do casal. No episódio Separação a visualização simultânea dos dois ambientes por parte do telespectador era necessária para a compreensão da narrativa, uma vez que parte do humor e desenvolvimento da trama envolviam conflitos que aconteciam nos dois ambientes no mesmo momento.

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Considerando a personalidade plana dos personagens, ou seja, baseada em arquétipos, a caracterização é responsável por fazer o telespectador entender rapidamente o papel desempenhado por cada um na narrativa. Assim, Inês (Márcia Cabrita) compondo uma mulher rica e bem-sucedida veste peças de tecidos leves, calças de alfaiataria e sapato de salto e seu marido Eduardo (Cássio Scapin), um médico de sucesso, está sempre de roupa social.

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A série não apresenta trilha sonora ao longo dos episódios. Há apenas a presença de efeitos sonoros ressaltando encerramento de cada episódio. A fotografia de Trair e coçar é só começar é pautada pela iluminação característica de teatro onde a atração é gravada. Apesar disso, o indicador não influência no desdobramento dos arcos narrativos.

Por ser também uma peça de teatro, a edição da série se apresenta de forma linear, ou seja, não utiliza de outra cronologia além do presente.

No Plano do Conteúdo iremos destacar os seguintes indicadores: intertextualidade, escassez de setas chamativas, efeitos especiais narrativos e recursos de storytelling.

Trair e coçar é só começar não apresenta nenhum tipo de intertextualidade no seu enredo, ou seja, não traz nenhuma referência externa ao universo ficcional da série.

A atração apresenta setas chamativas, em forma de repetição de acontecimentos. Por exemplo, no episódio Casamento de Neco, o personagem Túlio (Pedro Monteiro) reforça em forma de diálogo com Cristiano (Marcelo Flores) que acontecerá um casamento e outras informações que já foram apresentadas ao telespectador anteriormente. Desta forma, o indicador não foi observado no programa. Nesse sentido, o indicador escassez de setas chamativas não foi identificado.

Compondo a estrutura episódica, as reviravoltas são presentes em cada episódio e são solucionadas no mesmo episódio, fechando o arco narrativo. Apesar de ser esperado pelo telespectador, o clímax não deixa de cumprir seu papel de representar uma quebra na narrativa. As reviravoltas são importantes para a trama, porém não tão significativas a ponto de fazer o telespectador reconsiderar toda a história até então, aspecto central dos efeitos especiais narrativos.

Por último, os recursos de storytelling não são explorados em Trair e coçar é só começar. A série não apresenta flashbacks, sequências fantasiosas ou múltiplas perspectivas.

 Por Mariana Meyer

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